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Te amo…
Te amo de uma maneira inexplicável.
De uma forma inconfessável.
De um modo contraditório.
Te amo…
Te amo, com meus estados de ânimo que são muitos.
E mudar de humor continuadamente, pelo que você já sabe.
O tempo, a vida, a morte.
Te amo…
Te amo com o mundo que não entendo.
Com as pessoas que não compreendem.
Com a ambivalência da minha alma.
Com a incoerência dos meus atos.
Com a fatalidade do destino.
Com a conspiração do desejo.
Com a ambiguidade dos fatos.
Ainda quando digo que não te amo, te amo.
Ate quando te engano, não te engano.
No fundo levo a cabo um plano.
Para amar-te melhor.
Te amo…
Te amo sem refletir, inconscientemente.
Irresponsavelmente, espontaneamente.
Involuntariamente, por instinto.
Por impulso, irracionalmente.
De fato não tenho argumentos lógicos.
Nem sequer improvisados.
Para fundamentar esse amor que sinto por ti.
Que surgiu misteriosamente do nada.
Que não resolveu magicamente nada.
E que milagrosamente, pouco a pouco, com pouco e nada.
Melhorou o pior de mim.
Te amo…
Te amo com um corpo que não pensa.
Com um coração que não raciocina.
Com uma cabeça que não coordena.
Te amo…
Te amo incompreensivelmente.
Sem perguntar-me porque te amo.
Sem importa-se porque te amo.
Sem questionar-me porque te amo.
Te amo…
Simplesmente porque te amo.
Eu mesma não sei porque te amo.
(Pablo Neruda)