Você é uma pessoa otimista?

Acredita que tudo pode se resolver com esforço, calma e perseverança?
Ou você já desacredita de muitas coisas?
Acha que existem muitas situações contra as quais não adianta lutar?

O Apóstolo Marcos registrou em seu Evangelho que tudo é possível ao que crê.
Será mesmo?
Narra uma antiga lenda que, na Idade Média, havia um homem extremamente religioso.
Pois aconteceu que um crime bárbaro agitou a cidade.

Uma mulher fora brutalmente assassinada.
O autor era uma pessoa influente do reino.
Por isso mesmo, logo se tratou de procurar alguém em quem pudesse ser colocada a culpa.

O homem religioso foi o escolhido e levado a julgamento.
Ao ser preso, ele pressentiu que não poderia se salvar.
Seu destino seria a forca.

Tudo conspirava contra ele.
Sabia que o desejavam culpar.
O próprio juiz estava com tudo acertado para simular um julgamento e o condenar.

Resolveu orar, rogando socorro e inspiração para enfrentar o interrogatório e sair-se bem.
Em certo momento, o juiz lhe propôs o seguinte: Por ser um homem de profunda religiosidade, vou deixar que o Senhor Deus decida o seu destino.

Vou escrever em um pedaço de papel a palavra “culpado” e em outro a palavra “inocente”.
Você sorteará um dos papéis.
O que você escolher, será o seu veredito.

Deus decidirá a sua sorte.
O pobre homem suou frio.
De imediato ele percebeu que uma armadilha lhe estava sendo preparada.

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Naturalmente, o juiz, que o desejava condenar, prepararia os dois papéis com a mesma e única palavra: culpado.
Como ele poderia se salvar?
Não havia alternativa.

Nenhuma saída.
O juiz, finalmente, colocou os dois papéis sobre a mesa e mandou o acusado escolher um deles.
Um enorme silêncio se fez na sala.

Podia-se ouvir a respiração acelerada do acusado.
Todas as cabeças presentes se voltavam para ele, à espera da sua escolha.
Sua decisão.

O homem pensou alguns segundos.
Depois, aproximou-se confiante da mesa, estendeu a mão e pegou um dos papéis.
Rapidamente o colocou na boca e o engoliu.

Os presentes ao julgamento reagiram indignados com a atitude dele.
Como saber agora qual o seu veredito?
Simples, respondeu ele.

Basta olhar o outro pedaço de papel.
O que sobrou em cima da mesa.
Naturalmente, aquele que eu engoli é o contrário.

Imediatamente, o homem foi libertado.
A esperança sempre acalma o desespero e contorna a dificuldade.
A sua voz nunca pára de cantar.

A sua música abençoada luariza a noite do sofrimento, acalmando o infortúnio.
Ninguém consegue avançar, nos caminhos rudes da vida, sem a sua presença.
Ninguém a pode dispensar.

Onde quer que apareça, a esperança altera a paisagem, inspirando coragem, tudo embelezando com cor, perfume e beleza.

(Redação do Momento Espírita com base em história de autoria ignorada e no cap. 19 do livro Perfis da vida, pelo Espírito Guaracy Paraná Vieira, psicografia de Divaldo Pereira Franco)