Um homem, desiludido da vida, foi em busca de um profissional, pois precisava de ajuda para o seu peito oprimido.
Começou dizendo que não amava mais sua mulher, e por isso, queria se separar.

O terapeuta o observou e lhe disse que seu caso era simples, desde que esclarecidos determinados pontos.
Continuou, falando que ele deveria amar sua esposa e tratá-la com ternura.

Inquieto, o homem afirmou que não sentia mais nada pela sua mulher, e que precisava de ajuda para conseguir separar-se dela.
Novamente, ouviu que deveria amá-la com ternura.

Aquele homem, que esperava uma solução simples, prática e plausível, sentiu-se muito desconfortável.
Diante disso, falou o profissional, dando um novo colorido à situação:

Amar é uma decisão, não é apenas um sentimento.
Amar é dedicação e entrega, é ternura e carinho.
Amar é um verbo, e o fruto dessa ação é o amor.

O amor é um substantivo, um exercício de jardinagem.
É preciso arrancar o que faz mal, pela raiz, preparar o terreno, semear, ter paciência, regar, cuidar…

Podem aparecer pragas, vir a seca, nem por isso devemos abandonar o jardim.
Assim, devemos amar nosso par, aceitá-lo, valorizá-lo, respeitá-lo, dar amor e ternura, admiração e compreensão.

Por isso é que o caminho mais correto, para o seu caso, é amar.
Ame simplesmente, ame!

E aquele homem, antes desconfiado, agora pensativo, saiu com o firme objetivo de pensar naquela receita: amar é um verbo, uma ação.
Amor é um substantivo, um exercício.

Descartar o que, aparentemente, não mais nos serve e incomoda, é muito prático e conveniente.
Não exige muito, apenas um pouco de coragem e ousadia.

Quando, porém, nossos sentimentos amadurecem e passamos a desejar ao outro o que queremos para nós, tudo muda.
Benditos sejam os que fazem pensar, meditar.

Abençoados os que nos mostram a situação vivenciada sob um ângulo mais claro.
A vida é uma escola, onde as lições de cada dia servem de despertador, para fazer acordar determinadas situações.

Temos necessidade de descobrir os potenciais ocultos em nós próprios.
Sempre é momento de dedicarmos carinho, ternura e amor, a quem compartilha nossos caminhos na vida.

Aprendemos que é necessário fazer o bem na medida de nossas forças.
Mais: que responderemos por todo o mal que resultar do bem que não fizermos.

Assim sendo, não podemos nos considerar inúteis.
Deus está presente em nós.
Busquemos auxílio e auxiliemos nossos amores a crescerem na vida.

Os tesouros de bondade, levamos no coração, para serem espalhados ao nosso redor.
Mesmo que não tenhamos a riqueza da cultura intelectual, sempre podemos espalhar a riqueza dos bons sentimentos.

Podemos não ser imensamente felizes, mas poderemos nos felicitar com o bem-estar que semearmos.
A vida nos apresenta oportunidades a cada novo dia.
Somos filhos de Deus, e estamos mergulhados no Seu amor.

Se ainda não começamos a agir de acordo, sempre é tempo de começar.
A inteligência sem amor nos faz perversos.
A vida sem ternura e amor não tem sentido.

(Redação do Momento Espírita)

Grande beijo no coração
Bell-Taróloga