Possivelmente já tenha acontecido com muitos de nós.
Ao fazermos uma ligação, digitamos um número equivocado e quem atende é alguém totalmente desconhecido.

Por vezes, a pessoa é atenciosa.
Explicamos nosso engano e ela nos desculpa.
Raramente, até coincide de atender alguém que deseja muito conversar, e acaba nos pedindo alguns minutos de nosso tempo.
Também acontece que atenda alguém irritado.
Esse grita, esbraveja, ao ponto de nos sentirmos muito mal com o que não foi nada mais do que um equívoco.
Neste tempo de conexões rápidas, quase acontecendo em tempo real, é comum nos serem endereçadas mensagens equivocadas.
Há algum tempo, uma jovem desejando saber a opinião a respeito da roupa que vestia, enviou fotos do provador da loja.
Adivinhe: digitou o número errado e sua mensagem teve a seguinte resposta: Eu acredito que essa mensagem era para outra pessoa.
A minha esposa não está em casa, então, não pude pedir que ela opinasse.
Mas os meus filhos e eu achamos que você está belíssima nesse vestido.
Você deveria comprá-lo.
Quem assim respondeu foi Tony, pai de seis filhos, que anexou ainda uma foto com cinco deles dando um positivo para a escolha de Syd.
A história, bastante comum, nos dias atuais, repercutiu e logo mais Tony surpreendia os internautas revelando porque a sexta criança da família não estava na foto.
Kaizler, de quatro anos, batalha contra a leucemia.
Naquele momento, estava em uma sessão de quimioterapia com a mãe.
Ele tem uma página no Facebook, acrescentou o paizão, documentando a sua luta.
Um dos nossos seguidores reconheceu as crianças.
Você fez de meus filhos celebridades no Twitter.
E completou: A propósito, minha mulher concorda que o vestido ficou ótimo.
Deus a abençoe.
Um usuário compartilhou a página que a família mantém para custear o tratamento da criança: Espero que o Twitter faça a sua mágica, escreveu ele.
Vamos dar um positivo para Kaizler, que não está na foto.
Foi aí que a gentileza de um homem, envolvido com os cuidados com os filhos, a preocupação com um deles em especial, recebeu positivas respostas.
O casal precisava arrecadar dez mil dólares para o tratamento.
Após a publicação na rede, a campanha deslanchou e o valor superou as expectativas.
Ainda e sempre agradecido, Tony postou um clique de Kaizler, agradecendo a bondade dos desconhecidos da Internet.
Há muitas formas de se fazer o bem, de se tornar este mundo melhor.
A gentileza, distribuída a mãos cheias, sem olhar o destinatário, é uma delas.
E, naturalmente, um gesto gentil atrai simpatia, e muitas outras gentilezas.
Estimula outros a agir de igual forma.
É assim que se transforma o mundo, que as paisagens sombrias se tornam iluminadas, que as pessoas sorriem mais e fazem felizes umas às outras.
Aprendamos a exercitar a gentileza com quem cruze nosso caminho.
Mesmo que seja somente um caminho virtual.
Cada um de nós tem a especial incumbência de fazer este mundo melhor, onde esteja, com quem esteja, com as ferramentas que tenha à mão.
Pensemos nisso.
O mundo nos pede ação.
A Humanidade deseja ser feliz.
(Redação do Momento Espírita, com história colhida em Veja, São Paulo, Redação, publicação em 12 de março de 2018)