Os fortes são especialistas em agradecer; os frágeis, em reclamar.
Os fortes são hábeis em elogiar; os frágeis, em apontar defeitos.

Você e forte ou frágil?
E um especialista em agradecer ou em reclamar?
Você e grato pelo ar que respira, pelos alimentos sobre a mesa, pelo coração que pulsa incansavelmente, pelas pessoas que se preocupam com você?

E uma pessoa agradável e aproveita as oportunidades para elogiar cada um que o rodeia?
Ou e intolerante, chato, entediante, um perito em ver defeitos nos outros, um especialista em reclamar de tudo e de todos?

Sabia que reclamar em excesso e um grave defeito da personalidade?
E uma bomba contra o prazer de viver, pois aumenta os níveis de exigência para a felicidade.
Os fortes apostam tudo o que tem naqueles que pouco tem; os frágeis excluem os outros e não dão a eles uma nova chance.

Você e generoso ou punitivo?
Cobra muito dos outros?
Pessoas maduras não desistem daqueles que amam, por mais que as decepcionem.
Elas jamais abondaram os ferido no caminho.

Seja sincero: de quem você já desistiu?
Os fortes nunca desistem de si e se dão sempre uma nova chance; os frágeis são conformistas.
Os fortes tropeçam, caem, falham, são vaiados, desacreditados, excluídos, mas nunca abrem mão de reescrever a própria historia.

Desistir não esta no dicionario de sua vida.
Os frágeis aceitam tudo passivamente, se acham incapazes, vitimas dos próprios conflitos, creem que são imutáveis. Você e forte ou frágil?
Você elabora estrategias para mudar sua historia emocionas, social e profissional ou apenas se conforma?

Os fortes não são heróis, não são pessoas perfeitas.
Eles choram, se perturbam e sentem que em alguns momentos lhes faltam forcas para continuar, mas todos tem uma característica fundamental: usam o sofrimento para se construir, não para se destruir. Usam abusos sexuais, humilhações sociais, conflitos com os pais, privações financeiras, abandono, perda de pessoas queridas, derrotas, traições, enfim, todos os tipos de sofrimento que porventura vivenciaram, não para se envergonhar, punir-se, fugir do mundo ou odiá-lo, mas para escrever os capítulos mais importantes da própria historia.

Na infância, eles não tiveram ferramentas para se reconstruir; na vida adulta, não abrem mão delas, procura-as como o sedento no deserto.
Você deseja encontra-las?

Que tipo de dor você enfrentou?
Rememore alguns e as atitudes que tomou.
E se fosse hoje? Pense nas atitudes que tomaria.
Os fortes são flexíveis; os frágeis são radicais.

Os fortes compreendem; os frágeis condenam.
Você e flexível ou intolerante?
Tem coragem de mudar de opinião ou e teimoso, radical, imutável?
Você compreende os que erram ou e rápido em condena-los?

Os fortes expõem as próprias ideias; os frágeis as impõem.
Você e um especialista em expor suas ideias, expressa-las com brandura e calma, dando as pessoas o direito de as aceitarem ou não?

Ou se comporta como um deus, pressionando, elevando o tom de voz, fazendo ameaças para que seus amigos, filhos e colegas se submetam ao que você pensa?
Você sabe ser contrariado? Reflita sobre esta afirmação: os fortes usam as ideias; os frágeis, agressividade.
Os fortes reconhecem as próprias falhas; os frágeis tem a necessidade neurótica de estar certos.
Você tem coragem de reconhecer seus erros, ou se defende com unhas e dentes?

Você tem coragem de falar das suas lagrimas para que seus íntimos (inclusive as crianças) aprendam a chorar as deles?
Não ha pessoas imutáveis; ha, sim, pessoas que tem medo de reconhecer as próprias “loucuras” e por isso acabam levando seus conflitos para o tumulo.

(Augusto Cury)