Não dê Valor ao Mundo

Uma pergunta muito importante da vida: por que as pessoas sofrem?
A resposta a essa pergunta é bem simples, embora muitos desejem ver algo muito complexo nela.
As pessoas sofrem por que elas dão muito valor as coisas da Terra, ao reino do mundo material.
Quando observamos as principais problemáticas humanas, percebemos que todas elas estão ligadas ao anseio de viver as coisas do mundo.

Querem melhor condição financeira, querem um casamento, querem ter filhos, querem passear, querem o prazer, querem beleza física, querem viajar, querem sexo, querem apetitosas refeições, querem conhecimento, teorias e crenças religiosas…tudo está sempre vinculado ao desejo pela experiência de satisfação com as coisas do mundo.
Mas quando essas coisas lhes são retiradas…as pessoas sofrem.

Se elas não dessem tanto valor ao mundo…
Se elas não se importassem tanto com sua condição material…
Se as pessoas não se focassem tanto em como vão viver, no conforto material, numa ilusória estabilidade, ou na impossível segurança nesse mundo… elas não sofreriam tanto.
É preciso deixar de lado tudo isso e parar de dar tanto valor as coisas do mundo.

Cada pessoa pode viver com mais desprendimento, com mais desapego, com mais liberdade ao cruzar as veredas da matéria.
Não é necessário dar tanto valor ao mundo…o mundo é apenas um espaço de educação da alma, onde os espíritos vêm viver muitas experiências para se purificar…

Não há nada nesse mundo que vamos levar, a não ser nossa consciência do que foi vivido aqui.
Para que então se importar tanto com esse mundo?
Para que dar tanto valor aos nossos bens, ao dinheiro, as posses ilusórias?

Para que ficar remoendo tantas preocupações?
Qual o sentido de tanta pressa, de tanta agitação?
Qual o objetivo de tanta busca pela estabilidade do mundo?
A maioria das pessoas ainda não percebeu que tudo isso é muito, muito pequeno…

A vida na matéria, essa existência que estamos levando agora, nada mais é do que um segundo na eternidade, uma fração tão mínima e infinitesimal de tempo que quando nos dermos conta…ela já se extinguiu.

Nada nesse mundo é permanente…tudo passa muito rápido.
Assim que nos apegamos a alguma coisa…ela vai embora.
Tão logo nos acostumamos com algo…esse algo termina e pode nem deixar rastros.
Para que então tudo isso?
Vale a pena esquecer o espírito que somos?

Vale a pena entrar de cabeça nessa imensa confusão, nesse caldeirão de caos da vida humana, nessa busca desvairada pelo possuir, pelo ter, pelo conforto que sempre acaba no final?

Para que tanto barulho e tanta confusão se Deus está aqui e agora conosco?
Por que tanto interesse naquilo que passa?
Não seria melhor voltar nossa atenção àquilo que é eterno?

Estamos ganhando alguma coisa verdadeira e profunda com tudo isso?
Para que brigar no trânsito?
Para que lutar pelas migalhas do bolo da ilusão?

Para que matar pelo copinho de água que não mata nossa sede?
Se você ainda não percebeu isso, vai perceber: quanto mais bebemos da água da ilusão do mundo, mais sede temos…

Quanto mais ingerimos os alimentos perecíveis desse mundo, mais fome vamos ter daqui pra frente.
O desejo humano é insaciável…quer sempre mais, mais e mais.
Nunca estamos satisfeitos…simplesmente porque esse mundo não nos faz felizes.

Quanto mais digladiamos pelas ilusões desse mundo, menos paz interior podemos ter.
O que estamos fazendo de nós mesmos?
Vivemos para o mundo ou para Deus?

Você vive para que?
Apenas para acumular riquezas?
Tudo isso lhe será tirado em breve.

Para que viver pelas seduções desse mundo se elas podem lhe ser tiradas a qualquer momento e se tua vida física pode se findar antes do que você supõe?
A vida nesse mundo é algo tão pequeno, tão ínfimo em relação a vida cósmica…

Se as pessoas soubessem, por apenas um segundo, o quanto essa existência é limitada e exígua, elas largariam tudo para se dedicar apenas a uma busca interior.

O grande espaço profundo do nosso interior é onde devemos mergulhar para encontrar todas as respostas, toda a paz, todo o amor, toda a vida, toda a felicidade.
Mas muitos preferem insistir no jogo da humanidade, no sistema de regras humanas imperfeitas, no sentido falho dos conceitos e normas materiais.

Nada disso nos faz felizes de verdade…
É na simplicidade que se encontra a verdade felicidade; é na naturalidade da vida onde reside a paz interior…é na espontaneidade do ser que somos onde podemos beber néctar da eternidade em nós. O que tem valor é a vida universal e o ser que somos desde o infinito.
O resto é ilusão…

Nesse momento, a partir de hoje…tome consciência de sua real natureza.
Você é um ser cósmico, eterno e infinito, vivendo experiências na matéria…
Quem já tomou consciência disso, lá no fundo de si mesmo, e vive esse entendimento em sua vida, consegue viver em paz para sempre.

(Texto de Hugo Lapa)